Ana Marcela conquista ouro na maratona aquática dos Jogos Pan-Americanos de 2019

4 meses ago 0

Prova contou ainda com dobradinha nacional. Viviane Jungblut ficou com a medalha de bronze, atrás da argentina Cecilia Biagioli
O planejamento de Ana Marcela Cunha não é apenas uma ideia abstrata ou desejos a serem concretizados. É escrito, item a item, em uma lista real, com a descrição das medalhas prioritárias para que a nadadora conquiste na temporada. Uma delas era o ouro na prova de 5km do Mundial de Desportos Aquáticos, realizado na Coreia do Sul, no mês passado. A baiana de Salvador cumpriu a meta e voltou para casa também com o título dos 25km. O item seguinte era, em sua terceira participação em Jogos Pan-Americanos, subir pela primeira vez ao pódio, e também no topo. Neste domingo (04.08), mais um objetivo foi concluído com louvor.

Em um pelotão inicialmente bastante embolado, a brasileira conseguiu assumir a segunda colocação na metade da prova. Dos 7,5km em diante, ninguém mais alcançaria Ana Marcela, que concluiu os 10km em Lima com o tempo de 2h00min51s e ampla vantagem para as demais. A prata ficou com a argentina Cecilia Biagioli (2h01min23s) e o bronze, com a também brasileira Viviane Jungblut (2h01min24s).


Ana Marcela tinha disputado os Jogos Pan-Americanos de 2007, terminando em quinto lugar, e de 2011, quando ficou em sétimo. Assim, a nadadora conquistou em Lima uma das únicas medalhas que ainda não tinha na carreira. “Era uma das medalhas que faltava ‘ticar’ na nossa listinha, e a gente queria a dourada”, conta o treinador Fernando Possenti.
Ainda assim, logo depois de sair das águas da Lagoa Bujama, a cabeça da atleta já estava voltada para outro pódio que falta incluir no currículo. “A gente começa hoje a se preparar para os Jogos Olímpicos. A partir de amanhã, falta um ano para a nossa prova do feminino. Acredito que começar com o pé direito, com essa medalha de ouro, foi muito importante nessa jornada até a prova dos 10km nos Jogos Olímpicos”, avalia a nadadora, dona de 12 medalhas em Campeonatos Mundiais. Delas, quatro são de ouro nos 25km, e uma nos 5km.
Para Ana Marcela e Possenti, porém, a lista de metas segue com um débito. Na Coreia do Sul, a brasileira não conquistou o título dos 10km, distância olímpica, terminando com a quinta colocação. Um resultado que ainda está engasgado para ambos e que vem à tona quando o assunto é a importância dos Jogos Pan-Americanos na trajetória até Tóquio 2020.
“Parece estranho o que eu vou te falar, mas a gente quer ganhar tudo. Se você tirar par ou ímpar com ela, ela vai ficar brava se perder. E eu sou igual. Acho que é por isso que dá certo. Você não tem ideia de como está difícil engolir aquele quinto lugar no Mundial e o quanto o troco vem a cavalo, como ela vai querer mais ainda daqui para a frente”, assegura o técnico, brincando que não gosta de perder nem peso.
Com o título em Lima, só restam dois objetivos principais. “Quando a gente escreveu a lista, não só verbalizamos. Colocamos no papel. Faltava o ouro dos 5km, e ela ganhou. Faltava o ouro no Pan, ela ganhou. Falta ganhar os 10km no Mundial. Ela já ganhou essa prova 23 vezes em Copas do Mundo, é a maior vencedora do masculino e do feminino. Tem que ganhar essa prova no Mundial, ela merece. E, lógico, o ouro olímpico”, afirma Possenti. Se serve outra cor de medalha? “A gente mira a lua. Se errar, acerta a estrela”, define.

Caloura na piscina
A grande distância para as rivais no término da prova de hoje não ilude Ana Marcela a nível mundial. “Acho que todo mundo está acostumado a ver uma maratona sempre definida na batida de mão, e faz tempo que estou tentando abrir um pouquinho antes, fazer uma prova diferente. Acredito que desta vez conseguimos realizar por não ter tantas adversárias tão fortes quanto no Campeonato Mundial”, opina. “Pode ter parecido uma vitória fácil, mas eu tenho certeza de que, se fosse a nível mundial, junto com as europeias, talvez eu não conseguisse abrir essa vantagem”, completa.
Pensando na estratégia para garantir um melhor rendimento na reta final do percurso, Ana Marcela competirá, pela primeira vez em Jogos Pan-Americanos, também na piscina. A baiana vai nadar as provas de 800m e 1.500m, nos próximos dias 8 e 10, respectivamente. Desta vez, o pódio não será o principal, mas sim registrar tempos menores.
“Sou praticamente uma caloura na piscina. Acho que é mais um passo para aprimorar e melhorar um pouquinho o final de prova”, afirma a atleta, que não abre brecha para descanso na extensa agenda de compromissos. Depois da pesada sequência de Mundial e Pan, Ana Marcela ainda enfrenta etapas da Copa do Mundo, os Jogos Mundiais Militares e os Jogos Mundiais de Praia neste ano. “Ainda temos muitas competições neste um ano até a Olimpíada. Esperamos manter o alto nível que a gente está conseguindo a cada prova”, deseja.
Para Fernando Possenti, o auge da multicampeã ainda está por vir. “Se vocês acham que estamos bem este ano, vocês vão ver ano que vem”, avisa, confiante. Ana Marcela já foi cinco vezes eleita a melhor do mundo pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Dobradinha brasileira
A conquista do Brasil na maratona aquática não parou por aí. Ainda na prova feminina, Viviane Jungblut comemorou o pódio mesmo após perder a prata para a argentina Cecilia Biagioli na última volta. “Estou muito feliz com o resultado. O objetivo era conseguir uma medalha para o Brasil. Eu não participei da última edição, em 2015, então estar aqui já significa muita coisa”, afirma Vivi. “A prova foi forte, principalmente nos últimos 5km. Senti um pouco a última volta, foi diferente porque a gente usou o traje de borracha”, comenta sobre a roupa térmica necessária para enfrentar os 18o C da água.
A gaúcha de 23 anos avaliou ainda a realização da prova em uma lagoa pequena, com maior número de voltas. “É bem diferente, foram oito voltas. Eu nunca tinha feito um circuito tão pequeno assim, mas eu gostei. Achei bom o circuito, a visualização das boias fica boa também. Para mim, que venho das provas de piscina, a água estava paradinha. Isso também ajuda o atleta”, aponta.
O ouro de Ana Marcela e o bronze de Vivi somam-se agora às duas pratas de Poliana Okimoto, nas edições de 2007 e 2011, e ao bronze de Allan do Carmo, em 2007. Ainda hoje, Allan e Victor Colonese disputam a prova masculina em Lima.

Masculino
Allan do Carmo e Victor Colonese também disputam a prova masculina em Lima, neste domingo, mas terminaram fora do pódio. Victor quase beliscou uma medalha, mas acabou com a quarta colocação (1h54min03s). “Acho que faltou um pouco de adaptação com o traje”, acredita. “Ele muda totalmente o estilo de nadar, prende o ombro e acaba dificultando. No Brasil, por ser um país tropical, dificilmente temos provas com temperaturas tão baixas, então não temos o costume de utilizar”, explica Victor.
Já Allan sofreu com a roupa de neoprene rasgando ainda no início da prova, e ficou apenas em 13olugar (2h03min33s). “Para mim foi uma prova muito difícil. No início estava me sentindo bem, estava ali entre os primeiros, mas minha roupa rasgou. Comecei a sentir que estava entrando muita água”, lamenta Allan do Carmo. “Pensei que estivesse folgada, fui ficando para trás. Na quarta ou na quinta volta, vi que estava soltando no braço, abrindo cada vez mais”, acrescenta.
O ouro ficou com o equatoriano Esteban Enderica (1h53min46s), a prata foi para o argentino Guillermo Bertola (1h54min00s), e bronze, para o americano Taylor Abbott (1h54min02s).
Ana Cláudia Felizola, de Lima, no Peru – rededoesporte.gov.br
Foto: Wander Roberto/COB

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