Apresentação dos Programas da preparação Olímpica e Paralímpica Tóquio 2020 para Portugal

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A Cerimónia de apresentação pública dos Programas de Preparação Olímpico e Paralímpico Tóquio 2020, presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa decorreu hoje no CAR-Jamor. A Federação Portuguesa de Natação (FPN) esteve representada pelo vice-presidente Jorge Cruz acompanhado de três nadadores que integram o CAR Jamor: João Vital, Guilherme Pina e Beatriz Viegas; do nadador paralímpico David Grachat; dos treinadores Luís Cameira, Carlos Mota e Daniel Marinho e do fisioterapeuta Nuno Pina.
“Independentemente do resultado que cada um de vós venha a obter, o mais importante não é a chegada, mas este momento de partida, para quando chegarem serem mais rápidos, mais fortes” e tenham atingido o ponto mais alto – este foi o desafio lançado por António Costa aos membros da equipa olímpica presentes na ampla plateia composta pelos mais distintos agentes ligados ao desporto português, aludindo a uma citação do poeta Fernando Pessoa: “A maior vitória não é chegar, é partir.”
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, considerou “absolutamente extraordinário” o investimento do Estado: 18,5 milhões de euros para o primeiro e 6,9 ME para o outro.
João Paulo Rebelo lembrou que o financiamento é “substancialmente superior”, com um aumento de 13,5% no programa olímpico e de 82% no paralímpico, face aos Jogos do Rio2016, esclarecendo, no entanto, que quer assistir a bons desempenhos, mas sem colocar a pressão de medalhas.
“Eu tenho esta pedagogia de que não devemos reduzir tudo a medalhas. A nossa participação não pode ser avaliada apenas pelas medalhas, tem que ser visto por aquilo que tem sido a evolução e os resultados dos atletas. Evidentemente que os pódios também contam e estão incluídos nos objetivos dos próprios atletas”, declarou.
Além das duas presenças em lugares de pódio, o contrato-programa de preparação olímpica para Tóquio2020/Paris2024 estipula ainda a obtenção mínima de 12 diplomas, ou seja, classificações até ao oitavo lugar, e pelo menos 26 iguais ou acima do 16.º posto.
O contrato prevê ainda uma subida das modalidades representadas para 19 (contra 13 em Londres2012 e 16 no Rio2016), e um aumento da presença de atletas femininas, esperando-se que tenham um peso de pelo menos 40% entre os qualificados.
Antes da cerimónia decorreu ainda uma mostra de Inovação no Desporto, que contou com a participação de dezenas de universidades, empresas e entidades desportivas, enquadrada Preparação Olímpico e Paralímpico Tóquio 2020.

Fonte Marketing Federação Portuguesa de Natação
Foto ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues INÁCIO ROSA/LUSA