Com equipe jovem, natação fatura mais seis medalhas no Pan Americano de Lima

11 meses ago 0

Modalidade já soma 12 pódios em dois dias de competição, com quatro ouros

A combinação de experiência e renovação se mostrou eficiente na piscina do Centro Aquático de Videna para a natação brasileira nesta quarta-feira (07.08). A equipe do Brasil fechou o segundo dia de competição com seis pódios, três deles conquistados por atletas com idades entre 20 e 22 anos. Ao todo, o país conquistou um ouro, duas pratas e três bronzes nas provas dos 200m livre (masculino e feminino), 100m borboleta masculino, 200m costas masculino e revezamento 4 x 100m livre misto.
“A nossa seleção tem os dois extremos: o pessoal mais velho e o pessoal mais jovem que está chegando. Eu acho que é muito importante essa renovação. A galera mais nova está vindo com tudo. A perspectiva para os próximos anos é muito boa”, destacou Fernando Scheffer, 21 anos, ouro na prova dos 200m livre, com o tempo de 1min46s68.

Nessa prova, o Brasil teve dobradinha, com a prata de Breno Correia, 20 anos, (1min47s47). O atleta, que tem como inspiração os nadadores Gustavo Borges, Cesar Cielo e Thiago Pereira, está no primeiro Pan e já soma duas medalhas. Além da prata, ele foi ouro no revezamento 4 x 100m livre masculino, com direito a melhor marca do torneio. “É um prazer enorme participar do meu primeiro Pan, eu que cheguei na seleção no ano passado. Segunda prova e segunda medalha”, destacou. O norte-americano Drew Kibler completou o pódio, com 1min47s71.
Aos 21 anos, Vinicius Lanza foi mais um protagonista da nova geração nesta quarta-feira, conquistando a centésima medalha brasileira na competição. Com a marca de 51s88, ele foi bronze nos 100m borboleta. O ouro ficou com o americano Thomas Shields (51s59) e a prata com o argentino Luis Carlos Martinez (51s63). “Está vindo aí uma molecada com muita determinação. A molecada sabe da dificuldade que é para chegar nesse nível e está querendo fazer de tudo para estar nadando e trazendo medalha para o Brasil”, avaliou.
“É uma geração que vem com a cabeça no lugar, mais estruturada do que a minha. É uma seleção masculina que vem crescendo bastante”, completou Leonardo de Deus, que nesta quarta saiu com bronze nos 200m costas, com o tempo de 1min58s73. A prova teve dobradinha dos EUA. Daniel Carr levou o título, com 1min58s13, e Nicholas Alexander a prata, com 1min58s30. Brandon Almeida, outro brasileiro na prova, terminou em sexto, com 2min01s51.

Primeira medalha feminina no individual
A primeira medalha individual feminina na natação em Lima veio com Larissa Martins, 26 anos, que conquistou bronze nos 200m livre, ao bater no tempo de 1min59s70. Essa é segunda medalha da atleta em Lima. O ouro ficou com a norte-americana Claire Rasmus, com 1min58s64, e a prata com a norte-americana Meaghan Raab, com 1min58s70. Manuella Lyrio, que também participou da prova, terminou em sexto, com 2min00s44.
“Estou muito feliz com o resultado. Estou até meio boba. O número foi um pouco longe do que eu estava imaginando, mas acho que conseguir a medalha individual já é um resultado gratificante e fico feliz pela medalha”, completou. Ontem ela foi prata no revezamento 4 x 100m livre ao lado de Manuella Lyrio, Dayanara de Paula e Etiene Medeiros.


Revezamento 4 x 100 misto
Na última prova da noite, o Brasil conquistou a prata no revezamento 4 x 100m livre misto. O quarteto formado por Breno Correia, Larissa Martins, Etiene Medeiros e Marcelo Chierighini fechou a segunda noite da natação com o Brasil no Pódio, com 3min25s97. A medalha de ouro foi para os Estados Unidos, com o tempo de 3min24s84. O México completou o pódio em 3min31s36.
Para Etiene Medeiros, a medalha de prata foi o primeiro passo para o Brasil no novo modelo de prova. “Foi uma atuação muito boa. É uma prova nova no cenário mundial e nova para o Brasil. É a primeira vez que a gente faz a formação de 4 x 100m livre misto. Conseguimos ver o quanto o Brasil está bom e o quanto a gente pode melhorar”, analisou Etiene.
“É um revezamento relativamente novo. Acho que o Brasil tem muito potencial, pois ficamos com a prata muito próxima dos Estados Unidos. Todos fizeram parciais boas e estamos no caminho certo para ter o revezamento forte no futuro próximo”, completou Marcelo Chierighini.

Outros resultados
Nos 200m costa, a brasileira Fernanda de Goeij terminou a prova em quarto lugar, com 2min11s95. O pódio teve dobradinha norte-americana, com Alexandra Walsh conquistando o ouro, com 2min08s30, e Isabelle Stadden a prata, com 2min 08s39. A medalha de bronze foi para a canadense Eliza Mackenzie, com 2 min10s95.

Investimentos federais
Dos 35 atletas da modalidade em Lima, 29 são apoiados pelo Programa Bolsa Atleta do Ministério da Cidadania. O investimento, da ordem de R$ 1,7 milhão ao ano, pode ser medido em medalhas. Das 12 medalhas conquistadas em Lima, nove têm o DNA do programa.
“Essa medalha foi graças ao Bolsa Atleta pelo todo apoio e incentivo. Para chegar nessa medalha, pra chegar no tempo não é só vir aqui e competir. Por trás disso, todo apoio com alimentação, transporte, roupas de treinamento faz com que o atleta chegue no seu resultado”, destacou Luiz Altamir, bronze nos 400m livre masculino no primeiro dia de competição em Lima. “É um apoio muito importante para gente ficar competindo em alto nível”, completou Fernando Scheffer, que além do ouro desta quarta-feira também conquistou prata nos 400m livre.
Atualmente, 272 nadadores do Brasil são apoiados pelo programa, o que representa um aporte anual de R$ 4,1 milhões. Desse total, nove são na categoria Pódio, voltada para atletas que estão entre os 20 primeiros no ranking mundial. Dezessete também integram o Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas.

Reforço no quadro de medalhas
Considerada um dos carros-chefe nos quadros de medalhas do Brasil em Pan-Americanos, a natação é a modalidade que mais conquistou medalhas para o Brasil na competição, com 184 no total, registradas até a última edição da competição, em Toronto, 2015. Foram 52 ouros, 53 pratas e 79 bronzes. Em segundo lugar está o atletismo, com 173 pódios.
Ontem (06.08), primeiro dia de competições da modalidade em Lima, o Brasil adicionou mais seis medalhas nessa contagem, sendo três ouros, duas pratas e um bronze, além de quebrar o recorde pan-americano no revezamento 4 x 100 livre masculino. Há quatro anos, a delegação brasileira voltou de Toronto 2015 com 26 pódios, com direito a 10 ouros, seis pratas e outros 10 bronzes.
Para Fernando Scheffer, a responsabilidade da modalidade no quadro de medalhas é uma motivação a mais. “Eu acho que é uma responsabilidade muito grande, mas isso só serve de motivação para gente ver o quanto o nosso trabalho ajuda o Brasil e isso acaba nos motivando para dar o nosso melhor”, destacou Scheffer.
“A gente reconhece o peso que tem na natação brasileira nos Jogos Pan-Americanos para o Time Brasil. O Brasil costuma trazer muitas medalhas na natação. A gente sabe que temos de colocar o máximo de atletas que a gente puder no pódio e a gente vai brigar para isso”, completou Breno Correia.

Cynthia Ribeiro e Breno Barros, de Lima, no Peru – rededoesporte.gov.br
Foto: Alexandre Loureiro/COB

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