Daniel Dias chega ao 33º ouro em Jogos Parapan-Americanos

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Nadador jamais perdeu uma prova em quatro edições do evento. Em Lima, foram seis medalhas douradas. A última veio nos 200m livre
Quando conquistou sua primeira medalha de ouro em Jogos Parapan-Americanos, em 2007, no Rio, Daniel Dias não pensou que, doze anos depois, subiria no topo do pódio pela 33ª vez. Mas quando recebeu o ouro dos 200m livre classe S5, na noite desta sexta-feira (30.08), em Lima, no Peru, as lembranças de toda a trajetória incrível que ele percorreu até aqui passaram pela sua cabeça e se transformaram em lágrimas de alegria.
“Sabe o que é? Quando você para pra pensar, quão grande é isso, de tudo que a gente passa para chegar aqui… Às vezes tem essa noção de que Parapan é uma competição mais tranquila, mas tem seu peso, tem sua glória. Então a lágrima é disso. Não foi fácil chegar até aqui. São lágrimas de felicidade. É deixar agora a emoção sair”, disse após a prova, ainda emocionado.
O ouro dessa sexta é o sexto conquistado por Daniel em Lima e se junta aos oito conquistados no Rio, aos onze de Guadalajara 2011 e aos oito de Toronto 2015, totalizando um recorde histórico e consolidando Daniel como o imbatível atleta que jamais perdeu sequer uma prova em Parapans. “Estou muito feliz. São 33 medalhas, 100% de aproveitamento. Isso é um feito histórico, algo incrível. Espero que demore para alguém alcançar esse número. Pode até alcançar 33, mas que não seja de ouro”, brincou.

30/08/2019 – Jogos Parapanamericanos Lima 2019 rNataçãor200m livre rDaniel Dias (S5) rCrédito: Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB

Foto Daniel Dias era só alegria depois de vencer a prova dos 200m livre. Ele nunca perdeu uma prova em Parapans. Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB

Rumo a Tóquio
A vontade do paulista de Campinas era comemorar muito, mas de Lima ele já embarca para Londres, onde vai disputar o Mundial de Natação Paralímpica entre os dias 9 e 15 de setembro. A competição na Inglaterra vai servir para ajustar a preparação na reta final para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que serão realizados no Japão em menos de um ano. “Quero curtir ao máximo agora. Não vou ter muito tempo, a gente vai ter um Mundial já. Faço um balanço positivo de tudo, lembrando de 2007, até chegar agora. O tanto que amadureci como atleta, o quanto evoluí, e simplesmente agradecer a Deus por esse dom e poder estar aqui hoje”, disse Daniel.
No próximo Parapan, que será disputado em Santiago, em 2023, Daniel Dias terá 35 anos. AO ser perguntado se pensa em disputar a competição no Chile, Daniel brincou: “Poxa, estou curtindo esse choro aqui, essa lágrima, e você já está querendo Santiago? Agora eu quero pensar em Tóquio, porque realmente já está ai. O Mundial vai servir de parâmetro para a gente analisar tudo que a gente veio trabalhando nesse ciclo, depois do Rio 2016”. Então podemos colocar reticências nesses 33 ouros? “Vamos deixar assim”, riu o nadador.

Foto Thomaz (direita) com a medalha de ouro que conquistou nos 50m livre S12 e Douglas com a prata dos 50m livre S13. Nos 100m borboleta, que uniu as duas classes, os dois subiram juntos no pódio. Foto: Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br

 

Dobradinhas em família
Além do ouro histórico de Daniel Dias, o dia da natação teve dois momentos muito emocionantes. Duas duplas de irmãos brasileiros subiram no pódio juntas. Foram duas dobradinhas em família. A primeira veio com Douglas e Thomaz Matera, nos 100m borboleta. Os dois irmãos nasceram com retinose pigmentar, uma mutação genética hereditária que causa perda gradual de visão. “Nosso avô materno tinha. Nossa mãe carregou o gene, mas nela não se manifestou. E nós dois tivemos”, conta Douglas.
Quatro anos mais velho, Thomaz tem a visão mais comprometida e por isso está na classe S12. Douglas é da classe S13. No Parapan, no entanto, as duas classes foram unidas para uma prova só, o que permitiu que Douglas e Thomaz nadassem lado a lado e subissem no pódio juntos. E o melhor é que os dois quebraram os recordes parapan-americanos de suas respectivas classes. Douglas terminou a prova com 59s55 e Thomaz marcou 1min01s20. “Perder para ele eu levo na esportiva, não acho ruim não”, disse Thomaz.
Além dos Matera, outra família fez festa na piscina de Lima: a Borges Carneiro. Irmãs gêmeas, Beatriz e Débora Borges Carneiro disputaram a prova dos 200m medley SM14, para atletas com deficiência intelectual. Beatriz chegou em primeiro, com o tempo de 2min38s29 e ficou com a medalha de ouro. Débora fez 2min39s83 e levou a prata. O curioso é que as duas já tinham conseguido uma dobradinha em Lima, mas com as posições invertidas. Nos 100m peito, Débora chegou em primeiro e Beatriz, em segundo.
O pódio da prova dos 200m medley ainda teve outra brasileira. Ana Soares nadou em 2min40s70 e ficou com o terceiro lugar, completando mais um pódio todo verde e amarelo.

25.08.19 – Jogos Parapanamericanos Lima 2019 – Natação rPódio: 100m Peito SB14 rDébora B. Carneiro conquista Ouro e Beatriz B. Carneiro conquista prata. rFoto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB

Foto As irmãs Beatriz e Débora Borges Carneiro se abraçam no pódio: elas conseguiram duas dobradinhas em família em Lima e se revezaram no primeiro lugar. Foto: Saulo Cruz/Exemplus/CPB

Mais medalhas na piscina
No penúltimo dia da natação em Lima, o hino do Brasil tocou nada menos que 10 vezes na piscina do Centro Aquático de Videna. A primeira medalha de ouro veio com Cecília Araújo, que ainda pela manhã quebrou o recorde parapan-americano nos 50m livre S8 ao nadar a distância em 30s68. Já de noite, Joana Silva venceu os 200m livre feminino S5, com 3min14s71. Na mesma prova, a também brasileira Esthefany de Oliveira levou o bronze ao marcar 3min37s03.
Nos 100m livre S9, o pódio inteiro foi do Brasil. Ruiter Gonçalves ficou em primeiro, quebrando o recorde parapan-americano ao marcar 57s38. Em segundo, chegou Vanilton do Nascimento, com 58s69. João Drumond foi o terceiro, com 59s56.
Nos 50m livre S2, mais uma vitória brasileira, dessa vez com Gabriel dos Santos, que finalizou a prova em 57s88. O também brasileiro Bruno Becker chegou em terceiro, com o tempo de 1min02s47. Outro Gabriel venceu os 50m livre S8. Foi Gabriel Cristiano de Souza, que fez o tempo de 27s76.
Uma dobradinha brasileira marcou a prova dos 100m borboleta classe S11. Wendell Belarmino quebrou o recorde parapan-americano ao marcar 1min08s22. José Luiz Perdigão chegou em segundo, com 1min09s43. Nos 400m livre S10, Phelipe Rodrigues conquistou sua sétima medalha em Lima ao vencer a prova com o tempo de 4min29s60. O pernambucano já soma seis ouros e um bronze em Lima, mas ainda nada o revezamento 4 x 100m livre 34 pontos neste sábado (31.08) e pode aumentar a coleção.
O Brasil também conquistou um bronze com Felipe Caltran nos 200m medley SM14. Ele fez o tempo de 2min22s64. Nos 50m livre S6, Talisson Glock chegou em terceiro, com o tempo de 32s13. A última medalha brasileira da sexta-feira veio com Laila Garcia, que nadou os 50m livre S6 em 37s12 e garantiu a prata. Neste sábado (31.08), penúltimo dia do Parapan, a natação se despede de Lima.

Mateus Baeta, de Lima, Peru – rededoesporte.gov.br

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