Medalhista de ouro olímpica Katie Ledecky nada e estuda durante a quarentena

10 meses ago 0

Karen Crouse – The New York Times

Em março, medalhista de ouro olímpica fez seu nado livre de 1.500 metros mais rápido desde maio de 2018, animando suas expectativas para Tóquio

Era um sábado na Califórnia e a medalhista de ouro olímpica Katie Leldechi tinha uma competição naquela tarde. Não de natação em Mission Viejo, que havia sido marcada no fim de semana anterior, mas um jogo virtual, Cards Against Humanity (Cartas Contra Humanidade, em tradução livre), com um grupo de 20 pessoas parentes dela, a maior parte primos, organizado por seu irmão mais velho Michael.

No mês passado, em Des Moines, Iowa, numa reunião de aquecimento para os testes com vistas às Olimpíadas, Katie fez seu nado livre de 1.500 metros mais rápido desde maio de 2018, animando as suas expectativas de conquistar cinco vezes mais medalhas de ouro, incluindo o “Ledecki Slam”, de nado livre de 1.500 metros nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Mas em questão de uma semana, depois de retornar aos treinos em Stanford, ela teve dificuldade para encontrar uma piscina uma vez que os espaços esportivos da universidade foram fechados por causa do coronavírus. As Olimpíadas de Tóquio foram adiadas por um ano e a universidade continua fechada, mas Katie, que é de Bethesda, Maryland, e sua colega de treino, Simone Manuel, quatro vezes medalhista olímpica, continuaram a nadar diariamente na piscina da propriedade de uma família perto do campus de Stanford.
Fora essas sessões de natação diárias, Katie Ledecky, 23 anos, está confinada em seu apartamento de dois quartos perto de Stanford, mas se mantém ocupada.

Depois de um ano longe dos estudos para se concentrar na preparação para as Olimpíadas, Kate, que faz o curso de psicologia em Stanford, matriculou-se para ter aulas online no trimestre de primavera que teve início dia 6 de abril – 13 dias depois do adiamento dos jogos olímpicos. Dos quatro cursos que está acompanhando, um é sobre doenças infecciosas.


Abaixo, trechos da entrevista com ela.
Como você decidiu ter aulas sobre doenças infecciosas?
A matéria se chama Global Change and Emerging Infeccious Diseases (Mudança Global e Doenças infecciosas emergentes) e na verdade é o último curso exigido para eu me formar. Tem muito a ver com os diferentes fatores sociais e ambientais que causam essas epidemias. O curso trata da SARS, MERS e da Aids, mas sem dúvida o foco é no coronavírus. Nossos professores estão nos dando insights sobre os dados que estão monitorando. Tem muito a ver com morcegos e os mercados e estou aprendendo como calcular as taxas de transmissão e contágio e tudo o mais. É fascinante.

Quanto você está se arriscando a sair para fora de casa?
Tenho conseguido nadar na piscina no quintal de um pessoal que fica a cinco minutos daqui e é praticamente a única vez que saio. Estou feliz por conseguir fazer um trabalho aeróbico e assim não preciso correr ou andar de bicicleta. Tenho faixas, alguns pesos e uma barra. Tenho um pequeno terraço e ali deixo parte do equipamento e é onde pratico meus exercícios e tomo um pouco de ar fresco. Não vou a um mercado há um mês. Estou fazendo as compras online. Venho usando a HelloFresh, que a USA Swimming conseguiu que compremos com desconto. Você escolhe três receitas por semana e cada uma dá para duas refeições, então peço duas de cada. Toda a minha comida tem vindo de lá e encomendo petiscos e coisas para o café da manhã e almoço no supermercado.

Você nadou muito bem em Des Moines no primeiro fim de semana de março. Como está processando o que vem ocorrendo desde então?
Acho que estou bem no tocante à natação e em Des Moines acho que foi indicativo de como estava treinando. Foi ótimo ver esse começo. Estava empolgada para voltar ao trabalho. É duro quando você está com um bom desempenho e se sente bem com as coisas e elas mudam. Mas acho que foi uma boa atuação e sabia que conseguiria manter isto e repetir o bom desempenho.

Há muita incerteza quanto ao próximo ano. Que encontros nós teremos? Qual será o próximo? Conseguiremos treinar em piscinas de 50 metros? Ou treinar em equipe e com outras pessoas novamente? Tudo isto. É difícil realmente pensar no futuro e hoje estou pensando na base do dia a dia.
Tenho feito muitos bate-papos por vídeo com outras equipes e grupos e é duro ver atletas mais jovens lutando com isto, jovens que têm um grande amor pelo esporte que é uma grande parte da sua rotina e da sua vida social.

Você está preocupada com os efeitos em cascata no esporte uma vez que já foi anunciado que as piscinas ao ar livre ficarão fechadas neste verão em Nova York?
Não sei o que vai acontecer com as ligas de verão como aquela na qual eu comecei. O esporte é uma grande porta de acesso, a maneira como muitas crianças encontram seu caminho por meio dele. Este é um ano perdido neste aspecto. Eu me preocupo com as pequenas equipes. Até mesmo o modo de pensar sobre os treinos vai mudar quando as coisas voltarem ao normal. As equipes terão de limitar o número de raias? Talvez os grupos somente possam nadar uma vez por dia. Acho que alguns aspectos mentais do treinamento no esporte vão mudar.

Fora a natação, o que você mais gostaria de fazer quando o confinamento for suspenso?
Acho que ver minha família. Não sei se isso significa ter de viajar para visitá-los ou eles virão me visitar. Nem sei se poderei abraçá-los, mas somente estar com eles já será ótimo. É mais difícil pensar em ver outros parentes, especialmente minhas duas avós. Será que as verei novamente? É duro pensar nisto. Somos muito ligados. Eu ia à missa aos domingos com minha avó em Dakota do Norte. Pelo Zoom nós compartilhamos uma tela e assistirmos à missa via streaming.
Durante um tempo antes do confinamento, pensei em viajar para outras partes do país, mesmo a Dakota do Norte para a casa da minha avó porque lá tem uma piscina coberta. Mas acabei decidindo ficar aqui. E chegamos ao ponto em que nada está aberto e provavelmente é melhor não viajar se não for necessário. /
c.2020 The New York Times Company

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