Porto Alegre na contramão pela segurança climática

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Enquanto cidades como Paris e Berlim, responsáveis pela segurança climática e pela saúde de milhões de pessoas, estão transformando suas áreas urbanas com novas florestas, árvores grandes e bem cuidadas, no Brasil seguimos na contramão. Em muitas cidades, estamos fazendo pior do que nossos avós: cortamos árvores adultas e as substituímos por cimento ou, quando muito, por espécies anãs, que não cumprem o papel climático e ambiental necessário.

Porto Alegre é um exemplo preocupante. A cidade faz muito pouco — ou quase nada — em replantio de mudas na escala e na qualidade exigidas pela crise climática atual. O ritmo de reposição não acompanha as supressões, e a ausência de uma política robusta de arborização urbana compromete o conforto térmico, a drenagem e a biodiversidade.

É urgente mudar esse cenário. As mudanças climáticas já estão em curso e são sentidas no dia a dia. Porto Alegre poderia receber milhões de árvores nativas de grande porte, inclusive aproveitando espaços entre vagas de estacionamento. Combinadas a jardins de chuva, essas soluções ajudariam a regular a temperatura e a reduzir enchentes. Para isso, leis mais modernas precisam ser aprovadas e efetivamente implementadas, com investimentos significativos e campanhas de educação ambiental consistentes.

E não se trata apenas de árvores isoladas. Uma cidade resiliente precisa de diversidade: arbustos, ervas e diferentes estratos vegetais, como em uma floresta urbana viva.

Nesse contexto, o Projeto Nadando Pelos Cartões Postais atua unindo esporte, educação ambiental e ação social. Por meio de travessias aquáticas simbólicas e atividades educativas, o projeto chama atenção para a preservação dos ecossistemas urbanos e naturais, estimulando consciência crítica, engajamento comunitário e responsabilidade coletiva com o futuro das cidades.