“Butterfly”: a força da natação que virou cinema e esperança

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O curta-metragem de animação Butterfly colocou a natação no centro das atenções ao entrar na Short List do Oscar. O filme retrata a trajetória emocionante de Alfred Nakache, nadador judeu francês que competiu nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, enfrentou o horror de Auschwitz — onde perdeu a esposa e a filha — e, contra todas as probabilidades, voltou a nadar nos Jogos Olímpicos de 1948.

Nascido em 1915, Nakache foi um dos grandes nomes da natação mundial, pioneiro do nado borboleta e recordista mundial dos 200 metros peito. Sobrevivente do Holocausto, ele transformou a água em refúgio, força e recomeço, tornando-se símbolo de resiliência e esperança.

Dirigido por Florence Miailhe e produzido pela Sacrebleu Productions, Butterfly utiliza uma técnica artesanal impressionante: pinturas a óleo feitas sobre vidro, fotografadas quadro a quadro, criando um movimento fluido que remete à própria água — elemento central da narrativa. Cada fase da vida de Nakache é representada por diferentes “águas”: as claras da infância, as turvas do sofrimento e o oceano profundo do amor e da superação.

Mais do que um filme sobre esporte, Butterfly é um tributo à capacidade humana de resistir, reconstruir-se e seguir em frente. Uma história que inspira atletas, amantes da natação e todos que acreditam no poder transformador do movimento e da esperança.

Foto cortesia: Sacrebleu Productions

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