Os desafios dos esportes aquáticos para transplantados

1 ano ago 0

Rodrigo Machado realizou um transplante de medula óssea em 2013 e hoje nada na categoria de transplantados. Hoje ele conta um pouco sobre os desafios e benefícios que a natação trouxe para a sua vida e saúde. Confira.

Nome?
Rodrigo Cristiano Machado

Categoria?
Transplantados – faixa etária 40-49 anos

Clube que nada?
Não tenho vínculo com nenhum clube.

A primeira coisa que as pessoas gostam de saber é: como o esporte entrou na sua vida? E por que escolheu a natação?
Desde pequeno sempre fui apaixonado por todos os esportes. Na minha adolescência fui atleta federado de natação, mas não fui da elite brasileira e por isso deixei de competir com 18 anos (1990).

Onde começou a treinar?
Aprendi a nadar numa escola de natação com 11 para 12 anos e com 13 anos (1986) já treinava no Clube Atlético Pirelli em Santo André/SP.

Qual o estilo predileto?
Sempre tive meus melhores resultados em provas de velocidade e estilo costas. Agora nas competições de transplantados estou tendo bons resultados nos 200 Medley.

A vida de um nadador master não é fácil, conciliar o trabalho com treinos é uma tarefa delicada. Quantas horas de treinamento você tem por semana?
Treino em piscina 4 vezes por semana, cerca de 1 hora e meia por treino.

Além dos treinos na água, o que mais faz parte do seu treinamento?
Como estou tratando uma lesão nos ombros e também na lombar, faço 4 vezes na semana fisioterapia para reabilitação e fortalecimento muscular.

Para este semestre, você tem competições marcadas?
Como me lesionei, não consegui participar de nenhuma competição de master e também nenhuma prova de águas abertas que usaria para preparação, pois o foco total para 2019 são os Jogos Mundiais dos Transplantados (World Transplant Games) que será realizado em Agosto em Newcastle no Reino Unido. Está praticamente certo para o final de 2019, os I Jogos Brasileiros para Transplantados.

Você é transplantado de qual órgão? Quando fez o seu transplante?
Medula óssea e fiz em Abril/2013.

Poderia contar um pouco sobre o desafio de ser um atleta transplantado?
O desafio é grande, pois somos como atletas amadores, não vivemos do esporte, não temos nenhum tipo de apoio ou patrocínio, nem público e nem privado. Trabalho e tenho que conciliar a minha vida profissional, familiar com os treinos, além do meu tratamento que continua.

O que você diria para as pessoas que ainda não se declararam doadoras de órgãos?
No caso de um cadastrado voluntário para doador de medula óssea, é doar vida em vida. A doação é dar sequência na vida de uma pessoa.

Qual a competição que mais te marcou, ficou na memória?
Com certeza foi a minha primeira participação em competições para transplantados, os XXI World Transplant Games em Málaga/Espanha em 2017. Nessa competição que me consagrei Campeão Mundial de Natação.

Qual sua s