Ainda é tempo de mergulhar

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Aos 70, a vida não termina — ela muda de ritmo. E, para quem encontra nas águas abertas um novo horizonte, cada braçada é um recomeço.

O mar não pergunta quantos anos você tem. Ele apenas convida: “vem viver”. E quem aceita esse convite descobre algo precioso — que a juventude não está no corpo, mas na coragem de continuar escolhendo.

Nadar em águas abertas é mais do que um esporte. É um diálogo silencioso com o tempo. É dizer: “ainda estou aqui”. É desafiar o medo, sentir o vento, o sal, o frio e a liberdade. É transformar cada metro nadado em um gesto de amor-próprio.

Porque o tempo pode levar a pressa, mas nunca a vontade. Pode deixar rugas, mas também sabedoria. E é essa sabedoria que faz de cada mergulho um ato de fé — fé em si mesmo, fé na vida que ainda pulsa com força dentro do peito.

Quem nada aos 70 não busca recordes. Busca sentido. Busca presença. E, no movimento das ondas, encontra a resposta que muitos passam a vida procurando: que estar vivo é continuar se movendo, mesmo quando o mundo diz para parar.

Então, se o coração pedir, mergulhe.
Mergulhe sem medo, com alma, com história, com propósito.
Porque enquanto houver vontade, haverá mar.
E enquanto houver mar, haverá sempre um novo começo.